Questionários de exame

Exames Teóricos - FPVL

  • Os exames Teóricos da FPVL são compostos por um questionário de teste tipo americano com 50 Perguntas de escolha múltipla com uma só resposta correcta.
  • O tempo total para a execução do exame é de 50 minutos.
  • 10 Perguntas sobre Legislação Aérea e Procedimentos ATC.
  • 5 Perguntas sobre Conhecimentos Gerais de Aeronaves.
  • 5 Perguntas Comportamento e Limitações Humanas.
  • 10 Perguntas sobre Meteorologia.
  • 10 Perguntas sobre Procedimentos Operacionais.
  • 10 Perguntas sobre Princípios de Voo.
  • Cada resposta correcta vale 2 pontos.
  • Cada resposta incorrecta vale -0,25.
  • A soma de cada Grupo é a de 2 pontos por cada resposta correcta e de menos 0,25 pontos por cada resposta errada.
  • O tempo total para a execução do exame é de 50 minutos.

Programa de Instrução Teórica

A instrução teórica estende-se por aulas ministradas em campo, nas fases iniciais do curso, procurando desde logo desenvolver a sua aplicação na prática do desporto.

Matérias em foco

* Regulamento Técnico-desportivo de Voo Livre em Parapente
* Generalidades / Nomenclatura / O voo
* Aerodinâmica / Técnica de voo / Segurança
* Meteorologia / Aerologia
* Legislação aeronáutica / Regras / Regulamentos

Normas dos cursos

Pontualidade :

Na medida do possível o instruendo deve tentar cumprir os horários previstos de forma a não prejudicar o correcto funcionamento das aulas. O curso deverá ser feito com a maior continuidade possível e uma vez feita a marcação, o instruendo compromete-se a comparecer na aula.

Companheirismo e entreajuda:
Para um melhor processamento da instrução prática, cada equipamento será utilizado por diversos

instruendos em simultâneo, ficando o rendimento da sessão dependente da sua entreajuda.

Cuidados com o material: 

Os vários equipamentos deverão ser tratados com todo o cuidado necessário, para que possam ser sempre utilizados em perfeitas condições.

Obediência ao instrutor:
Sempre que não seja possível um esclarecimento imediato, o instruendo deverá obedecer prontamente à indicação do instrutor e só posteriormente expor a sua dúvida.

Comportamento correcto:
A disciplina e o respeito são determinantes no processo de instrução.

Licença de Aprendizagem:

Cumpre à Escola de Voo Livre solicitar à Federação Portuguesa de Voo Livre (FPVL) a emissão da licença de aprendizagem para o aluno e respectivo Seguro Desportivo (opcional caso haja seguro de coberturas idênticas ou superiores aos estabelecidos por lei). Um indivíduo que pretenda tirar um curso de parapente, só é possível ficar federado se frequentar uma escola filiada à FPVL e concluir com aproveitamento o curso. Deverá certificar-se se a escola possui um Instrutor Nacional possuidor de licença válida emitida pela FPVL e respectiva equipa de instrução. Este aspecto deve ser uma das preocupações que todo o aluno deve assegurar antes de iniciar um curso de parapente, se não se certificar sujeita-se a gastar dinheiro sem poder ser federado em virtude de existirem escolas que não estão filiadas.

 

O programa de instrução teórica para Piloto Nível I tem uma carga horária mínima total de 37 horas.

  1. Legislação Aérea e Procedimentos ATC — 10 horas;
  2.  Conhecimentos Gerais de Aeronaves — 4 horas;
  3. Comportamento e Limitações Humanas — 3 horas;
  4. Meteorologia — 8 horas; 
  5. Procedimentos Operacionais — 6 horas;
  6.  Princípios de Voo — 6 horas;

1.2. Programa de instrução de voo de candidatos a piloto – Etapa 1
1.2.1. Programa de instrução de voo em Parapente e Paramotor
1 — Estruturação da instrução de voo:
1.1 — Transporte, cuidados e manutenção do parapente e restante equipamento;
1.2 — Avaliação do local e condições meteorológicas;
1.3 — Planeamento do voo e a importância da elaboração de um plano de voo;
1.4 — Preparação do voo e preparação da asa para o voo;
1.5 — Procedimento antes do voo — preparação, ajuste do material e verificações;
1.6 — Colocação do arnês, ajustamentos e verificações antes do voo;
1.7 — Exercícios de descolagem e colocação do parapente em posição de voo — Inflados;
1.8 — Posição de descolagem e verificações finais;
1.9 — Posição de partida, corrida/ rolagem e descolagem;
1.10 — Interrupção de descolagem em terreno plano e em declive;
1.11 — Descolagem e procedimentos associados com e sem vento e com e sem assistência;
1.12 — Procedimentos após a descolagem e posição de voo;
1.13 — Controlo da velocidade: velocidade de maior alcance, velocidade de afundamento mínimo,
prevenção do voo lento e da perda;
1.14 — Voo lento: reconhecimento da condição e recuperação;
1.15 — Controlo direcional;
1.16 — Voltas suaves e de pequena amplitude;
1.17 — Voltas de 90° e 180° com pranchamento suave e médio. Coordenação das voltas;
1.18 — Voltas de 360° (esquerda e direita): à velocidade normal e à velocidade de afundamento
mínimo; com pranchamento suave e médio; controlo da velocidade; prevenção da ocorrência da
perda;
1.19 — Abatida. Prevenção e recuperação;
1.20 — Perda de pressão e instabilidade;
1.21 — Regras de voo para evitar colisões;
1.22 — Aproximação: cumprimento do procedimento planeado; circuito com perna de vento de
cauda, perna base e final; voltas em «8»; controlo do gradiente na descida, circuitos rectangulares e
correção da deriva;
1.23 — Aterragem de precisão;
1.24 — Aterragem com vento forte;
1.25 — Manobras anti-arrastamento;
1.26 — Situações de emergência: Manobras com recurso às bandas «D» ou elevadores de bordo de
fuga: manobra em «8»; correção à deriva; voltas; voltas de inversão; aterragem; manobra de acordo
com o terreno e outro tráfego; vigilância; (simulação de rotura de linhas dos manobradores);
1.27 — Voo em ascendência orográfica (Só para Parapente); voltas e manobras de direção; correções
e gradiente; prevenção da ocorrência da perda;
1.28 — Técnicas de descida rápida;
1.29 — Aspetos técnicos e de segurança na utilização do motor (Só para Paramotor).
2 — Requisitos de experiência:
2.1 — Um mínimo de 8 dias de voo;
2.2 — Ter efectuado voos a partir de, pelo menos, 3 locais diferentes;
2.3 — Um mínimo de 30 voos satisfatórios, dos quais pelo menos 10 devem ser voos de altitude e um
total de 2 horas de voo planado sem qualquer tipo de ascendência.
2.4 — Perfazer, em 3 a 10 voos, um mínimo de 5 horas de voo em ascendência orográfica.

O programa de instrução teórica Para Pilotos em formação avançada (Nível II) tem uma carga horária mínima total de 18 horas

  1. Legislação Aérea e Procedimentos ATC — 2 horas;
  2.  Conhecimentos Gerais de Aeronaves — 2 horas;
  3. Comportamento e Limitações Humanas — 1 horas;
  4.  Meteorologia — 6 horas;
  5. Procedimentos Operacionais — 4 horas;
  6.  Princípios de Voo — 3 horas;

 

2. Etapa 3 – Formação avançada


2.1. Programa de instrução teórica de pilotos de Voo Livre e de Paramotor em formação avançada
– Etapa 3
O programa de instrução teórica está fundamentado em 6 áreas específicas do saber. Sendo elas:
1 — Legislação Aérea e Procedimentos ATC:
2 — Conhecimentos gerais de aeronaves:
3 — Comportamento e limitações humanas:
4 — Meteorologia;
5 — Procedimentos operacionais;
6 — Princípios de voo:
Sendo os subtemas:
1 — Legislação Aérea e Procedimentos ATC:
1.1 — Regulamentação internacional e nacional; generalidades:
1.1.1 — Breve descrição das organizações internacionais de aviação civil e normativos vigentes:
ICAO, EASA, Convenção sobre Aviação Civil Internacional e seus anexos;
1.1.2 — Autoridade Aeronáutica Nacional: ANAC, I.P.;
1.1.3 — Entidade nacional reguladora desportiva do Voo Livre: FPVL;
1.1.4 — Diplomas legais e regulamentares aplicáveis;
1.1.5 — Dever e responsabilidade;
1.1.4 — Regulamentos da FPVL.
1.2 — Regras do ar — Regras gerais:
1.2.1 — Proteção de pessoas e bens;
1.2.2 — Prevenção de colisões:
1.2.2.1 — Proximidade;
1.2.2.2 — Direito de passagem;
1.2.2.3 — Direito de passagem em circunstâncias especiais (voo nos diferentes tipos de
ascendência — orográfica e térmica).
1.3 — Regras de voo visual:
1.3.1 — Mínimos de visibilidade e distância às nuvens;
1.3.2 — Alturas mínimas de voo;
1.4 — Espaço aéreo e serviços de tráfego aéreo:
1.4.1 — Caracterização, objetivos e competências dos serviços de tráfego aéreo;
1.4.2 — Órgãos de tráfego aéreo;
1.4.3 — Classificação do espaço aéreo;
1.4.4 — Regiões de informação de voo (FIR), áreas de controlo (CTA), zonas de controlo (CTR),
zonas de tráfego de aeródromo (ATZ);
1.4.5 — Zonas proibidas, perigosas e restritas. Rotas militares de baixa altitude;
1.5 — Acidentes e incidentes. Busca e salvamento:
1.5.1 — Definição de acidente e de incidente;
1.5.2 — Comunicação de acidentes/incidentes/ocorrências (Decreto-Lei no 318/99, de 11 de

Agosto, com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei no 149/2007, de 27 de Abril e Decreto-
Lei no 218/2005, de 14 de Dezembro);

1.5.3 — Entidades responsáveis pela busca e salvamento;
1.5.4 — Procedimentos e sinalização.
2 — Conhecimentos gerais de aeronaves:
2.1 — Paraquedas de emergência:
2.1.1 — Abertura, inspeção e revisão periódica;
2.1.2 — Cuidados de manutenção;
2.1.3 — Recurso a pessoal qualificado para manutenção e reparação;

3 — Comportamento e limitações humanas:
3.1 — Noções básicas de fisiologia de voo:
3.1.1 — Efeitos da altitude. Hipóxia e seus sintomas;
3.1.2 — Hiperventilação: suas causas e sintomas;
3.1.3 — Efeitos da variação de altitude sobre o ouvido e seios peri-nasais;
3.1.4 — Desorientação espacial e sua prevenção;
3.1.5 — Enjoo e sua prevenção;
3.1.6 — O consumo de álcool ou drogas e o voo;
3.1.7 — Cuidados a ter quando estejam a ser administrados medicamentos. Perigo do abuso de
medicação;
3.1.8 — Fadiga e forma física;
3.1.9 — Constipações e outros problemas de saúde — consequências para o voo;
3.1.10 — Cuidados a ter com a prática de mergulho com escafandro autónomo;

4 — Meteorologia:
4.1 — Movimentos verticais da atmosfera:
4.1.1 — Ascendentes e descendentes de origem térmica;
4.1.2 — Condições para a formação de térmicas;
4.1.3 — Qualidade térmica ao longo do dia;
4.1.4 — Qualidade térmica ao longo do ano;
4.1.5 — Tipos de térmicas;
4.1.6 — Disparadores de térmicas;
4.1.7 — Formação desprendimento e ascensão;
4.1.8 — A influência do vento;
4.1.9 — Influência da natureza da superfície e condições de insolação na génese de ascendentes e
descendentes de origem térmica;
4.1.10 — Inversões térmicas;
4.1.11 — Rotores, turbulência e outras situações associadas aos movimentos verticais da
atmosfera;
4.1.12 — Condições fortes e ou perigosas;
4.2 — Nuvens;
4.3 — Cisalhamentos;
4.4 — Diagramas termodinâmicos;
4.5 — Obtenção e interpretação da informação meteorológica.
5 — Procedimentos operacionais:
5.1 — Preparação e planeamento do voo;
5.2 — Técnicas e procedimentos de voo em ascendência:
5.2.1 — Procura e aproveitamento da ascendência térmica;
5.2.2 — Padrões de térmicas;
5.2.3 — Os efeitos do vento;
5.2.4 — Transições;
5.2.5 — Gama de altitude útil;
5.3 — Performance:
5.3.1 — A qualidade da ascendência térmica;
5.3.2 — A influência das nuvens;
5.3.3 — A influência do vento;
5.3.4 — Evolução das condições ao longo do dia;
5.3.5 — Teoria de McCready;
5.4 — Situações críticas, perigosas e de emergência:
5.4.1 — Causas e identificação das situações;
5.4.2 — Procedimentos na sua ocorrência;
5.4.3 — Acções corretivas;

5.5— Procedimentos a adoptar em caso de incidente ou acidente.
6 — Princípios de voo:
6.1 — Velocidades de operação e desempenho: velocidades de penetração máxima e de afundamento
mínimo; polar de velocidades; efeitos do vento; variação das velocidades em função do peso;
6.2 — Incidentes em voo
6.2.1 — Fecho assimétrico;
6.2.2 — Fecho frontal;
6.2.3 — Perda;
6.2.4 — Perda assimétrica;
6.2.5 — Tumbling;
6.2.6 — Ângulo de ataque; relação com a velocidade do vento relativo;
6.2.7 — Efeito da carga alar na velocidade de perda;
6.2.8 — Aumento do fator de carga com o ângulo de pranchamento;
6.2.9 — Perda a alta velocidade — perda dinâmica;
6.2.10 — Causas dos diversos incidentes;
6.2.11 — Como prevenir;
6.2.12 — Recuperação;

2.2. Programa de instrução de voo de pilotos em formação avançada – Etapa 3
2.2.1. Programa de instrução de voo em Parapente
1 — Estruturação da instrução de voo:
1.1 — Revisão das manobras;
1.2 — Fechos assimétricos (20 % e 30 %), colocação do peso no lado oposto; correção da trajetória
com o manobrador contrário;
1.3 — Fecho frontal;
1.4 — Alteração da gama de velocidades da asa e pré-perda;
1.5 — Voo em ascendência térmica; procura da térmica; detecção de pontos de disparo; entrada na
térmica, voltas e manobras de direcção; subida, correções e gradiente; prevenção da ocorrência da
perda; chegada ao teto e saída.
1.6 — Voo em viagem. Subida em ascendência térmica, saída e transição.
2 — Requisitos de experiência:
2.1 — Um mínimo de 10 dias de voo em ascendência térmica;
2.2 — Ter efetuado voos em ascendência térmica a partir de, pelo menos, 3 locais diferentes;
2.3 — Perfazer, em 3 a 5 voos, um mínimo de 5 horas de voo em ascendência térmica;
2.4 — Perfazer, em 3 voos em viagem, pelo menos 50 km de percurso, com mínimo de 15 km por
voo, medidos em linha reta entre o local de descolagem e o local de aterragem.